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Pastoral Familiar deve ser um jeito de ser igreja em todos os lugares
Notícias da Paróquia

Pastoral Familiar deve ser um jeito de ser igreja em todos os lugares

Postado em 28 de October, 2015 • Por PASCOM

dom-BoscoA Pastoral Familiar deve chegar a todos os lugares da Igreja por meio de parcerias, recomendou dom João Bosco Barbosa de Sousa, bispo de Osasco, SP, e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispo do Brasil (CNBB). Ele apontou desafios para 500 agentes da Pastoral Familiar no 8º Congresso Regional da Pastoral Familiar do Regional Sul 4 da CNBB, em Joaçaba, no dia 24.


— Temos que romper com os compartimentos que não se conversam —, exortou dom Bosco.


Para ele, parcerias com as Comissões Missionárias Diocesanas é necessária para a Pastoral Familiar “levar Deus para todas as famílias”. Citando a Encíclica “Alegria do Evangelho” do Papa Francisco, lembrou que “se a estrutura não é missionária, ela é caduca”.


A Pastoral Familiar deve expressar a misericórdia de Deus às “famílias feridas”, às famílias refugiadas, àquelas onde há situação de delinquência juvenil e infantil, às vítimas de violência doméstica, incluindo a pedofilia e idosos em situação de vulnerabilidade. A atuação nesses casos poderia acontecer, segundo ele, através de parceria com as Pastorais Sociais.


Com a Pastoral da Comunicação, a Pastoral Familiar, pode chegar ao “mundo das comunicações”. Também citando papa Francisco, na mensagem para Dia Mundial das Comunicações Sociais, dom Bosco lembrou que “a família é a primeira escola de comunicação”. Além disso, a pastoral precisa estar atenta para as mídias sociais, nas quais os jovens e adolescentes “precisam de critérios”, que devem ser dados pela família.


Outras ações junto aos jovens, devem ser o incentivo ao matrimônio e as vocações sacerdotais. No primeiro caso, parceria com a Pastoral da Juventude, foi sua sugestão. Para ele, o “medo do compromisso definitivo” e o desapreço dos jovens pelo “sacramento por não terem sido convenientemente evangelizados desde as suas famílias” faz com que busquem uma vida sem vínculo, o sexo irresponsável com vidas geradas sem o devido amadurecimento.


— Então, a preparação dos novos casais para o matrimônio, que muitas vezes ainda é o cursinho de noivos, precisa ser olhado com carinho —, pediu.


O presidente da comissão para a família, lembrou que Santa Catarina já foi um “celeiro de vocações” e hoje as dioceses estão “carentes de vocações sacerdotais”. O que foi que aconteceu?”, perguntou.


A pastoral também tem o desafio de atuar na politica e nas eleições para influenciar políticas públicas para a Família. Dom Bosco ponderou que o objetivo não é “eleger candidatos católicos para defender a Igreja”, como fazem as empresas ou setores evangélicos, por seus interesses. “Usar a política para obter vantagens para a Igreja Católica, não é ético”, assinalou.


Também cabe à Pastoral Familiar pautar as questões ecológicas e de vida sustentável. Segundo ele, para muitas famílias, ecologia é “apenas o trabalho escolar dos filhos”, enquanto no momento atual exige conversão e mudança de hábitos. “O remédio ecológico mais importante se chama evangelização”, indicou.


A fecundidade é outro desafio que a Pastoral Familiar precisa enfrentar, porque, muitas famílias não querem ter filhos ou terem um filho único, reflete em uma sociedade cada vez mais envelhecida e que “vai se tornando inviável”.


— O motivo dessa decisão a gente precisa respeitar. Muitas vezes é por motivo de saúde e de situações da própria vida, que a gente respeita. Mas no geral, muitas vezes é econômico o motivo, para poder consumir mais. Outras vezes é por motivo de comodidade. Qualquer que seja a causa, isso não fica sem consequências —, analisou.


Não significa incentivar os casais a terem “filhos como coelhos”, mas cuidar “desse desvio no mundo de hoje”.


O “enfrentamento dos desafios exigem conhecimento, nem sempre encontrado no seu conjunto, nos cristãos que se dedicam à evangelização”, pontuou dom Bosco. Sem formação “nós nos comprometemos pela metade, ou pior, somos comprometidos pelo pensamento mundano”.


Ele pediu empenho na “formação permanente, teimosa e continuada” em relação aos documentos da Igreja, como a Doutrina Social, e da CNBB, como o documento Comunidade de Comunidades. Também recomentou estudo sobre assuntos de psicologia e pedagogia.


— Todo mundo pode aprender tudo, mas porque a Pastoral Familiar não pode ter uma força-tarefa em cada uma dessas frentes para que elas possam levar essa formação para os diversos segmentos da Igreja, trabalhando a questão familiar de modo interdisciplinar, com um olhar amplo —, sugeriu.


O bispo pediu, no final, que a Pastoral Familiar e a Comissão Episcopal para a Vida e a Família se aproximem um pouco mais.


— Como podemos caminhar mais próximos, interagir mais, buscar juntos as forças que nós necessitamos? Esse é o último dos meus desafios: um pedido que este congresso possa somar com a gente.


Fonte: CNBB 

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