Memória Viva

Galeria de Párocos

Conheça os pastores que dedicaram suas vidas à nossa comunidade ao longo da história.

12º Pároco
Atual Pároco

Junior Sangaletti De March

2026 — Presente
Missão de 1 mês

Junior Sangaletti De March nasceu em Siderópolis (SC), no ano de 1999. Filho de Neri De March e Fabiana Sangaletti De March, e irmão de Julia, ele cresceu em um ambiente de fé na comunidade de Montanhão, pertencente à Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Foi nesse solo que sua vocação começou a germinar, participando ativamente da vida comunitária desde cedo.

Trajetória Formativa e Acadêmica

A caminhada vocacional do Padre Junior foi marcada por passagens em importantes casas de formação:

  • 2014: Ingressou no Instituto São Pio X (Ordem dos Orionitas), onde cursou o primeiro ano de seminário.
  • 2015 – 2017: Residiu no Seminário Diocesano Nossa Senhora de Caravaggio (Nova Veneza), cursando o Ensino Médio e o Propedêutico.
  • 2018 – 2020: Cursou Filosofia na Faculdade São Luiz, residindo no Seminário Filosófico de Santa Catarina (SEFISC), em Brusque.
  • 2021 – 2024: Cursou Teologia na Faculdade Católica de Santa Catarina (FACASC), residindo no Seminário Teológico Bom Pastor, em Florianópolis.

Diferencial Acadêmico: Demonstrando uma preocupação com a gestão e o cuidado institucional, Junior buscou formação complementar, graduando-se com um MBA em Administração e Gestão Hospitalar.

Experiência Pastoral

Durante seus anos de formação, Junior viveu o "pé no chão" das paróquias em diversas cidades, o que lhe conferiu uma visão ampla da Igreja em Santa Catarina:

  • Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição (Blumenau)
  • Paróquia Senhor Bom Jesus (Camboriú)
  • Paróquia Senhor Bom Jesus de Nazaré (Palhoça)
  • Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Criciúma)
  • Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora (Balneário Gaivota)

Ordenação e Ministério Presbiteral

O ano de 2024 foi o marco definitivo em sua entrega à Igreja:

  • Ordenação Diaconal: Recebeu o primeiro grau da Ordem, passando a servir no altar e na caridade.
  • Ordenação Presbiteral: Foi ordenado sacerdote em sua terra natal, Siderópolis, no dia 31 de agosto de 2024, pelas mãos de Dom Jacinto Inacio Flach.
  • Lema Sacerdotal: "Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mt 6,21).


11º Pároco

Pe. Deonor Vieira do Nascimento

2020 — 2026
Missão de 6 anos

Pe. Deonor Vieira do Nascimento, nasceu no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio – SC no dia 08 de outubro de 1982. Filho de Adão Rabelo do Nascimento e Delir Vieira do Nascimento, é o segundo de 4 irmãos.

Cursou o Ensino Fundamental na Escola Básica Governador Irineu Bornhausen em Sombrio e o Ensino Médio no Colégio Servos de Maria em Turvo – SC.

Em 2002 ingressou no Seminário São Pedro Chanel em Curitiba – PR, onde cursou os estudos filosóficos na Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

No ano de 2005 foi transferido para Belo Horizonte – MG para iniciar o Noviciado na Sociedade de Maria, popularmente conhecida como Congregação dos Padres Maristas. Professou os primeiros Votos Religiosos no dia 28 de janeiro de 2006.

De 2007 até 2009 cursou os estudos teológicos na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia em Belo Horizonte.

No ano de 2010, fez estágio pastoral nas Paróquias Nossa Senhora do Bom Conselho e Sagrado Coração de Jesus, em São Paulo – SP.

No ano de 2011, fez estágio pastoral na Paróquia San Bernardino e Centro de Pastoral Universitária, em Toluca, México.

No dia 04 de dezembro de 2011, foi ordenado diácono para a Igreja por Dom José Maria Pires na Paróquia São Francisco Xavier em Belo Horizonte – MG.

Em 2012 foi enviado para o Seminário Piergiogio Ricossa, na cidade de Belo Horizonte – MG, onde atua como Promotor Vocacional.

No dia 14 de julho do mesmo ano, foi ordenado Presbítero por Dom Jacinto Inácio Flach na Igreja Matriz Santo Antônio de Pádua em Sombrio.

Em 11 de janeiro de 2015 foi nomeado pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida em Vespasiano – MG, onde ficou até novembro de 2018.

No ano de 2019, por opção pessoal, padre Deonor decide fazer uma experiência junto ao Clero da Diocese de Criciúma, sendo acolhido pelo bispo Dom Jacinto Inácio Flach, que o envia como Vigário da Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Lauro Müller – SC.

Em 04 de janeiro de 2020 tomou posso canônica como Administrador Paroquial da mesma paróquia. Em outubro de 2022, tem seu pedido de Incardinação na Diocese de Criciúma aprovado pelo Bispo Dom Jacinto, tornando-se membro definitivo no Clero Diocesano.


10º Pároco

Pe. Valmor Boeger

2014 — 2020
Missão de 5 anos

Padre Valmor Boeger nasceu no dia 14 de Maio de 1960 em São Ludgero, SC. Filho de José Matheus Boeger e Paulina Eller Boeger, é o quarto de 11 filhos.

Graduou-se em filosofia, em Tubarão, e em Teologia na capital do Estado. Seu lema de ordenação foi: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça (João 15,16)”

Sua ordenação foi em 17 de Dezembro de 1988 e seu lema foi “Não fostes vós que me escolhestes, fui eu que vos escolhi” (João 15,16).

Padre Valmor Boeger começou sua trajetória como padre em Lauro Müller na Paróquia Imaculado Coração de Maria entre os anos de 1989 e 1990, na época o pároco era o Padre Egídio Schmoeller.

Entre os anos de 1991 e 1993 foi transferido para cidade de Urussanga onde atuou como Vígário Paroquial.

Em 1994 foi transferido para Rondônia, na Diocese de Ji Paraná onde atuou como Pároco na Paróquia São João Batista na Cidade de Presidente Médici e por lá ficou até 1996.

Em 1997 foi pároco na Catedral São João Bosco também em Ji Paraná em Rondônia.

Depois dessa missão, em 1998, retorna para cidade de Urussanga onde atuou como Vigário Paroquial até 1999.

Entre os anos de 2000 a 2014 atuou como Pároco na Paróquia Santa Terezinha em Jacinto Machado.

Em 2014, retorna para Lauro Müller, agora como Pároco, sua posse foi em 2 de Janeiro de 2014 e aqui ficou até 4 de Janeiro de 2020.

Atualmente atua como pároco na Santo Alexandre em Treviso.


9º Pároco

Pe. José Aires de Souza Pereira

2011 — 2014
Missão de 3 anos

Pe. José Aires de Souza Pereira, nasceu no dia 01 de maio de 1966, em Sombrio, SC. Filho de Joaquim Manoel Pereira e Dalva Souza Pereira, é o terceiro de 5 irmãos. Em 1981 ingressa no Seminário Rogacionista Pio XII, Criciúma, da Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus. No Colégio Rogacionista Pio XII concluiu o segundo grau (ensino médio) em 1985. Em 1986, na cidade de Bauru, SP, faz o Noviciado. E em 1987, na cidade de Curitiba, PR, no Instituto Vicentino de Filosofia, inicia os estudos filosóficos, onde concluiu em 1989. No ano de 1990, faz o estágio pastoral no Seminário João Paulo I, em Passos, MG, como assistente na formação dos seminaristas. Em 1991, na cidade de São Paulo, no ITESP, dá início aos estudos Teológicos. No dia 25 de junho de 1995, ainda em São Paulo, pelas mãos de Dom Paulo Evaristo Arns, é ordenado Diácono. No mesmo ano conclui a Teologia. Em 1996 é enviado para o Seminário Rogacionista Pio XII, Criciúma. Ali, atuou como Formador dos seminaristas e Animador Vocacional.

No dia 14 de abril de 1996, na Paróquia Santa Rosa de Lima, em Santa Rosa do Sul, pelas mãos de Dom Hilário Moser, é ordenado Sacerdote. Em 1999 é transferido para Curitiba, como Formador do Aspirantado Filosófico; Animador Vocacional e Vigário da Paróquia Nossa Senhora Aparecida.

Em janeiro de 2000 vai para Itália, para um período de estudos na Universidade Pontifícia Salesiana, Roma. Em Junho daquele ano volta para o Brasil, ainda no Seminário de Filosofia, em Curitiba. Em 2003 volta para Criciúma como Animanor Vocacional do Seminário Pio XII e como vigário da Paróquia Nossa Senhora das Graças, do Bairro Pinheirinho.

Em 2005, por opção pessoal, padre José Aires decide transferir-se para o Clero diocesano da Diocese de Criciúma, sendo então acolhido pelo então bispo Dom Paulo De Conto, que o envia para assumir a Paróquia Nossa Senhora da Natividade, em Cocal do Sul.

O início de sua missão se deu no dia 16 de janeiro de 2005, onde permaneceu por seis anos. E finalmente no ano de 2011 é enviado para a Paróquia Imaculado Coração de Maria, de Lauro Muller. Sua posse aconteceu no dia 09 de janeiro do mesmo ano.


8º Pároco

Pe. Antônio Vander da Silva

2006 — 2011
Missão de 4 anos

Antônio Vander da Silva nasceu em Sombrio (SC), no dia 26 de maio de 1979. Filho de agricultores, cresceu na lida da roça, onde aprendeu o valor do trabalho e da simplicidade. Sua vocação manifestou-se precocemente: aos seis anos, já brincava de celebrar missas em altares improvisados. Apesar de ter sido aprovado no vestibular para Medicina, o chamado religioso falou mais alto.

Formação Acadêmica e Seminário

Ingressou no Seminário Menor em Tubarão em 15 de fevereiro de 1998. Sua formação incluiu:

  • Filosofia: Realizada em Brusque (SC).
  • Teologia: Realizada em Florianópolis (SC).
  • Especialização: Pós-graduado em Direito Canônico.

Ordenação e Primeiros Passos

Sua caminhada oficial no clero começou em 2006:

  • Ordenação Diaconal: 12 de março de 2006, justamente na Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Lauro Müller.
  • Ordenação Presbiteral: 1º de julho de 2006, na Igreja Santo Antônio de Pádua, em Sombrio, adotando o lema "Totus Tuus" (Todo Teu).

Trajetória pelas Paróquias e Feitos

1. Lauro Müller – Paróquia Imaculado Coração de Maria (2006 – 2011) Seu primeiro grande desafio como pároco foi em Lauro Müller, onde tomou posse em 3 de março de 2007.

  • Legado: Foi um período de grande mobilização comunitária. Destacou-se pela revitalização das pastorais, pela proximidade com o povo das comunidades do interior e pelo início de sua marca registrada como "padre construtor", zelando pelo patrimônio paroquial e pela comunicação evangelizadora.

2. Içara – Paróquia São Donato (2013 – 2017) Em Içara, sua atuação transformou a realidade religiosa da cidade.

  • Legado: Resgatou tradições como o Cerco de Jericó e as Missas de Cura e Libertação, que passaram a atrair multidões. Recuperou a antiga igreja matriz (hoje Igreja da Misericórdia) e intensificou a vida espiritual no centro da cidade.

3. O Grande Marco: O Santuário de Içara Seu maior feito administrativo e espiritual foi a idealização e construção do Santuário Diocesano Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, em Içara. Sob sua liderança, o complexo tornou-se o segundo maior santuário de Santa Catarina, sendo recentemente elevado pelo Vaticano ao título de Basílica Menor.

Onde está atualmente

Hoje, Padre Antônio Vander exerce funções de alta responsabilidade na Diocese de Criciúma:

  • Reitor da Basílica Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus.
  • Ecônomo da Diocese de Criciúma (responsável pela gestão financeira diocesana).
  • Administrador Paroquial (atuando conforme a necessidade da Diocese, como em passagens recentes por Balneário Arroio do Silva).


7º Pároco

Pe. José Benjamim Cipriano

2004 — 2006
Missão de 2 anos

Filho do casal Benjamin Cipriano e Maria da Silva Cipriano, Zézinho é o mais velho de 13 irmãos e desde pequeno sentia o desejo de seguir os estudos para ser padre. “Quando eu tinha 14 anos de idade, o padre Estanislau Cizeski foi até a nossa casa e comentou sobre o seminário, me recordo que naquele período já organizamos a minha ida para Tubarão”, relembra.

No seminário menor, em Tubarão, conheceu os colegas Valdemar Carminati e Sidnei Pedro Vitali, ambos integrantes do clero da Diocese de Criciúma. “Eu cheguei a pensar que não daria certo, mas o padre Estanislau acreditou em mim e com o tempo a gente vai conhecendo mais sobre o chamado que Deus tem para cada um de nós, vai ganhando o apoio dos colegas seminaristas e ganhando experiência”. De Tubarão, o então seminarista seguiu para Curitiba (PR) para concluir os estudos de Filosofia e Teologia.

Quando foi ordenado, a Igreja Matriz São José ainda não havia sido elevada à Catedral, uma vez que pertencia ao território da Diocese de Tubarão. “Estou prestes a completar 25 anos de atuação como padre nas duas dioceses do Sul catarinense. Em Tubarão, celebrei meu Jubileu de Prata, agora, em Criciúma, terei a alegria de comemorar o Jubileu de Ouro Sacerdotal”, enaltece.

O serviço ao povo

Prestes a ser ordenado, ainda em Curitiba, padre Zézinho estava reunido com outros colegas seminaristas e o bispo Dom Anselmo Pietrulla, que havia ido até a capital paranaense visitá-los. “Nós estávamos reunidos no seminário com o bispo da época e começamos a conversar para que cidade cada um de nós seria enviado, foi quando ele comentou que o padre Claudino Biff estaria me aguardando na cidade de Laguna”.

Durante oito anos trabalhou na cidade de Laguna, período em que conseguiu formar 14 grupos de jovens, além do Movimento de Irmãos com quem tem profunda relação. Em 1981, foi para Morro da Fumaça exercer seu ministério por seis anos na Paróquia São Roque, até a sua transferência para a cidade de Imaruí, onde permaneceu por mais três anos. Já em 1991, iniciou como pároco na Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição, no bairro Morrotes, em Tubarão, período esse que permaneceu até completar 25 anos de ordenação presbiteral, em 1997.

Com a criação da Diocese de Criciúma, em maio de 1998, recebeu a autorização do então bispo de Tubarão, Dom Hilário Mosser, para se transferir. “Fiquei até o fim daquele ano na cidade de Tubarão e, em janeiro de 1999, fui acolhido por Dom Paulo e enviado para a cidade de Treviso, cidade que permaneci por cinco anos”, conta o padre sobre sua primeira missão na recém-criada diocese. Nos anos seguintes atuou nas cidades de Lauro Müller, Içara, Cocal do Sul, Urussanga e como capelão do Hospital São José, em Criciúma.

Dedicação ao Movimento de Irmãos

Em 1970, Monsenhor Bernardo José Kraisinski, então vigário da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR), iniciou o Movimento de Irmãos. Cinco anos depois, já entusiasmado com a missão do movimento, padre Zézinho começou a expansão para a Diocese de Tubarão, em janeiro de 1977, e na Diocese de Criciúma, em julho de 1977.

“Fui diretor do movimento durante todos esses anos nas duas dioceses, por onde passo sempre sou reconhecido e acolhido pelos integrantes do grupo, é um movimento muito bonito que me faz muito bem”, resume.

Colaboração: Assessoria de Imprensa – Tiago Clezar


6º Pároco

Pe. César Budny

2002 — 2003
Missão de 1 ano

Natural de Criciúma/SC, da comunidade Linha Batista, pertencente à Paróquia Nossa Senhora da Natividade de Cocal do Sul/SC. O mais velho dos quatro filhos do casal Eugênio Budny e Regina Dembosky Budny, nasceu em 02 de Abril de 1965. Desde pequeno, César ajudava na comunidade. Foi catequista, liturgista, ministro da eucaristia… Seu despertar vocacional contou com a orientação do seu então pároco, Pe. Lindolfo Luckimam, e com 21 anos, partiu para o Seminário Diocesano Nossa Senhora de Fátima, Cidade de Tubarão/SC, onde cursou a faculdade de Filosofia na Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL.

Naquele tempo, a diocese de Criciúma ainda pertencia à Diocese de Tubarão. No ano de 1989, César concluiu o curso de Filosofia, e no ano seguinte (1990) continuou seus estudos na capital catarinense. Lá, cursou a faculdade de Teologia no então ITESC – Instituto Teológico de Santa Catarina, hoje FACASC – Faculdade Católica de Santa Catarina, até o final do ano de 1993. Em 1994, retornou de Florianópolis e no dia 08 de Dezembro foi ordenado Diácono na Paróquia Santo Agostinho – Rio Maina, pelo bispo diocesano Dom Hilário Mozer.

Com o lema sacerdotal “Ninguém tem maior amor do que aquele que está a serviço dos irmãos” (Jo 15,13), sua ordenação presbiteral foi realizada no dia 01 de Julho de 1995, na Paróquia Nossa Senhora da Natividade, sendo Dom Hilário o seu bispo ordenante. Após ordenado padre, no mês de Agosto de 1995, Pe. César teve uma rápida, porém riquíssima experiência missionária na Paróquia Santa Ana, no interior do estado da Bahia, cidade de Santana do Brejo.

Lá passou duas semanas acompanhando e auxiliando nos trabalhos pastorais daquela paróquia. Pe. César já trabalhou nas paróquias Santo Agostinho, Rio Maina – Criciúma; Paróquia São João Batista em São João do Sul; Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá; Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Lauro Müller; Paróquia São Marcos em Nova Veneza. Em 5 de Fevereiro de 2011 foi designado pelo bispo diocesano de Criciúma, Dom Jacinto Inácio Flach, como pároco da Paróquia Sagrada Família, de Araranguá.


5º Pároco

Pe. Egídio Schmoeller

1989 — 2001
Missão de 12 anos

Padre Egídio Schomoeller nasceu no dia 1° de setembro de 1950 em Rio Fortuna, na localidade de Rio dos Bugres, filho de Adolfo Schomoeller e de Ludovica Elreg Schomoeller. Sua família tinha uma pequena propriedade e vivia do fruto do trabalho na agricultura e da criação de algumas cabeças de gado, porcos, galinhas e de tudo o que havia numa propriedade rural de uma família de pequenos agricultores. Filho mais velho e tem nove irmãos. Sua infância foi junto da família e comunidade de Rio dos Bugres. Participava de todas as atividades da roça e da comunidade.

Frequentava a escola da comunidade, distante 18 km da sede do município. Tinha as dificuldades próprias daquele ambiente rural e interiorano. Aos doze anos, tinha terminado a escola primária e foi para o seminário de Admissão ao Ginásio em São Ludgero no ano de 1963, pois tinha o desejo de ser padre. Tal escolha teve influencia de sua mãe, que desejava ter um filho padre, o pai também não se opunha. A vocação surgiu nesse ambiente familiar e na vida da comunidade e da paróquia. A família sempre participava e contribuiu na comunidade.

A frequência à celebração dos cultos na comunidade era sagrado. O padre visitava a comunidade de três em três meses, vinha a cavalo, pois não havia estradas para automóveis. A condução era de tração animal: cavalo ou bois.

O automóvel ou caminhão não eram nem conhecidos. Aos 12 anos de idade ingressou no curso de Admissão ao Ginásio no Seminário de São Ludgero. No ano de 1964 iniciou o curso ginasial no Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Tubarão, em regime de internato.

Foi o período do Seminário menor. No ano de 1971 os estudos continuaram no seminário maior Nossa Senhora da Conceição na cidade de Viamão no Rio Grande do Sul, onde cursou a faculdade de Filosofia. A faculdade de Teologia, iniciou no ano de 1973 na PUC de Porto Alegre, realizando os dois primeiros ao tempo que concluía o curso de Filosofia. Morava no seminário de Viamão como interno. Sua família tinha poucos recursos financeiros.

O trabalho da roça dava para o sustento. Os estudos e a formação no seminário foram custeados pela família, pela Diocese de Tubarão, na pessoa do Bispo Dom Anselmo Pietrulla e por duas madrinhas da Alemanha por intermédio do bispo. Sua ordenação sacerdotal aconteceu no dia 11 dezembro de 1976, na sua comunidade de Rio dos Bugres, na Paróquia de Rio Fortuna.

Padre Egídio está no ministério a mais de 30 anos e já trabalhou nas seguintes paróquias: 1977 à 1982: Paróquia São João Batista, de Imaruí; 1983 à 1987: Paróquia São Cristóvão, na cidade de Capim Grosso, da Bahia no Projeto Igreja Irmãs; 1988 (até o final de abril): na Paróquia da Catedral de Tubarão, como Vígário Paroquial (de maio a dezembro), na Paróquia Imaculada Conceição, de Imbituba; 1989 à 2001: Paróquia Imaculado Coração de Maria, de Lauro Müller; 2002 à 2004: Paróquia Sagrada Familia em cidade Alta (Araranguá); 2005 até os dias de hoje na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, da cidade de Maracajá.

Colaboração: Bel (Paróquia Nossa Senhora da Conceição)


4º Pároco

Pe. Antônio Nicolau Hemkemeier

1984 — 1989
Missão de 5 anos

Natural de Rio Fortuna, padre Antônio Nicolau Hemkemeier, de 52 anos, é o mais o novo vigário da Paróquia Nossa Senhora das Dores de Jaguaruna. Ele presidiu a primeira missa na comunidade do Riachinho e ficou extremante satisfeito com a recepção. “É um povo muito acolhedor, uma comunidade muito feliz. Fiquei muito satisfeito com a recepção”, destacou o vigário.

A notícia de que viria trabalhar em Jaguaruna foi recebida com muita alegria. “Eu fique muito contente, Jaguaruna tem um povo acolhedor e trabalhar com o Padre Nilo será um grande prazer, pois ele é uma pessoa com grande experiência e, com certeza, será um aprendizado”.

O tempo previsto para permanecer na paróquia não foi estipulado. “Não existe uma previsão, a gente fica o tempo que for preciso. Estamos aqui para servir bem a comunidade e as famílias de Jaguaruna”, completou padre Antônio.

Vida de sacerdócio

Filho de Nicolau Hemkemeier e Lúcia Reck, Antônio Nicolau Hemkemeier é o quarto filho dentre nove irmãos, nasceu em 07 de setembro de 1950. Criado seguindo as tradições católicas, tem na família uma tia freira e um tio padre. “Na minha casa era comum a presença de seminaristas, padres, freiras”, lembra ele.

Além disso, participar das missas na comunidade era o ponto alto do fim de semana. “Era a oportunidade de sairmos de casa”. Na adolescência ajudava nas missas como coroinha e quando jovem participava de grupos de jovens e sempre que possível auxiliava na liturgia.

No dia 19 de dezembro de 1980, aos 30 anos de idade, Antônio foi ordenado padre na igreja São Marcos, em Rio Fortuna. “Foi um momento de muita alegria para mim e para toda a família”.

De 1980 a 1989 ele foi padre na paróquia de Lauro Müller.

Em 1989 foi transferido para Braço do Norte onde ficou até 2002.

Trabalhou em Pinheiral entre 2002 e 2003.

Em 2003 foi transferido para a paróquia de Grão Pará, onde ficou até 2005.

De 2005 a 2013 trabalhou na paróquia de Rio Fortuna. “Tive o prazer de comemorar o meu jubileu na minha terra natal junto com a família e amigos”.

Agora estará servindo a paróquia de Jaguaruna. A data para a posse como vigário de Jaguaruna ainda não está definida. “Depende da agenda do nosso bispo Dom João Francisco Salm, mas acredito que seja ainda neste mês de fevereiro”.

Fonte: Angela Barbara Pereira/ Folha Regional


3º Pároco

Pe. Armando Feltrin

1979 — 1984
Missão de 4 anos

Nascido no dia 16 de Fevereiro de 1948, na comunidade interiorana de Rio Capivaras baixa, Lauro Müller, veio de uma família grande, sendo filho de Jorge e de Paulina Feltrin e o mais velho entre dez irmãos. O marco inicial de sua vontade em seguir a vida sacerdotal veio em um belo dia em que viu o padre Monsenhor Bernardo Peters e se encantou pela profissão religiosa na qual ele exercia.

[“Quero ser como esse homem”]- descrição dele.

Desse momento para frente, seu interesse só foi aumentando e em 1961, ingressou no seminário de Viamão, no Rio Grande do Sul e fez curso de teologia na PUC (pontifícia universidade católica) em Porto Alegre. Sua formação se deu no ano de 1975 e aconteceu aqui mesmo na igreja matriz em Lauro Müller, na ocasião quem lhe ordenou foi Dom Anselmo Pietrulla, bispo da diocese de Tubarão.

Os trabalhos como padre iniciaram aqui em Lauro Müller, como ajudante e coadjuntor do padre e pároco da época Padre Hercílio Cappeller, (naquela época, estavam construindo a nova igreja). De Lauro Müller, foi transferido para o hospital nossa senhora da Conceição, em Tubarão e logo em seguida, foi direcionado para o município de Imbituba. No começo 1979, recebeu um convite do bispo diocesano para retornar a Lauro Müller, dessa vez, assumiria como pároco, assim se concretizou, aceitou e voltou a Lauro Müller, sendo empossado como administrador da paróquia em 11 de Fevereiro de 1979. Seu trabalho por aqui foi intenso, lutando incansavelmente pela finalização da nova igreja matriz, andando de porta a porta do povo Lauromüllense, em busca de recursos, ajuda financeira e humanitária. Diante de muita ajuda solidária, seu esforço valeu muito a pena e a obra foi concluída com sucesso. Por quase 05 anos, trabalhou em nossa paróquia, até que no dia 17 de Janeiro de 1984 foi redirecionado para a cidade de Sombrio, no extremo sul do Estado, por lá também foi um grande incentivador e que lutou pela construção do salão de festas da igreja matriz daquela cidade. Finalizou sua missão como padre em 1986, desistindo por motivos particulares, deixando um legado de muita luta e bravura pelos trabalhos prestados.

Atualmente, reside na cidade de Boa Vista, no estado de Roraima (norte do Brasil), e é casado com Maria Auxiliadora Souza Moraes. Devoto de Nossa Senhora de Lourdes, ele se vê como uma pessoa de muita fé em Deus, tranquila, de bem com a vida, alegre, feliz, grato infinitamente pelas pessoas que lhe ajudaram durante sua missão, um homem seguidor de Jesus Cristo e que tem consciência que finalizou sua trajetória no sacerdócio em um dever cumprido com muita excelência!

2º Pároco

Pe. Hercílio Cappeller

1955 — 1979
Missão de 23 anos

Natural de Rio Jordão Baixo, município de Nova Veneza. Nasceu no dia 10 de julho de 1924. Sua ordenação Sacerdotal aconteceu no dia 08/12/1950, Ano Santo, sendo ordenante Dom Joaquim Domingues de Oliveira. Logo após sua ordenação, trabalhou na paróquia de Laguna, sendo transferido para o Seminário de Azambuja, onde durante cinco anos, além das atividades sacerdotais, exerceu as funções de professor e dirigente da Banda, pois tinha grande habilidade musical.

Em 07 de fevereiro de 1955 foi nomeado pároco de Lauro Müller, cidade onde permaneceu até o fim de sua vida. Trabalhou em Lauro Müller durante 24 anos e cinco dias. Foi substituído pelo padre Armando Feltrin. Neste período, teve a colaboração de sete padres coadjutores: Afonso Schilickmann, Albino Destro, Valdir Piazza Borges, Antônio Sabino, Vendolino Schlickmann, Sebastião Rodrigues e Armando Feltrin. Colaboraram também, os padres Josefinos do Seminário de Orleans. Na sua longa caminhada teve o apoio dos fabriqueiros, Movimentos, Associações e o povo em Geral.

Fez curso de atualização na Itália para a introdução das inovações propostas pelo Concílio Vaticano II. No ano de 1979, passou a residir na Comunidade de Amaral Gruta, em sua propriedade particular. Em 1987 recebeu provisão de vigário paroquial de Orleans. Permaneceu no trabalho até o seu falecimento, em 25 de julho de 1996, quando tinha 72 anos de idade e quase 46 anos de sacerdócio. Pe. Hercílio escreveu sua história feita de aceitação, obediência, humildade, doação e, acima de tudo, de seguimento a Jesus Cristo e de uma grande devoção a Nossa Senhora do Caravágio. Está sepultado no cemitério Santa Bárbara, em Lauro Müller.

Fonte: http://www.paroquiasantaotilia.com.br


1º Pároco

Monsenhor Bernardo Peters

1947 — 1955
Missão de 8 anos

Bernardo Peters nasceu em São Ludgero, SC, em 05 de setembro de 1902, filho de Huberto Peters e de Ana Schlickmann. Não havendo Seminário em Santa Catarina, foi matriculado no Seminário de São Leopoldo, SC. Em agosto de 1925 foi para Roma, acompanhado de Dom Joaquim que realizava a Visita ad Limina, sendo recebido no Colégio Pio Latino americano. Estava acompanhado de outro catarinense, João Reitz. Ali foi ordenado presbítero em 30 de outubro de 1927. Sendo um dos mais destacados alunos do Pio Latino, o Reitor aconselhou-o a obter a Láurea em Teologia. Mas, em 27 de dezembro de 1928, contrariando o pedido de Pe. Bernardo, chegou o telegrama: Venha – Arcebispo. Faltava pouquíssimo para a sonhada Láurea.

Em 30 de outubro de 1929 foi nomeado Vigário encarregado de Nossa Senhora do Desterro, Florianópolis, na ausência do Cura. Mas, Dom Joaquim o queria para o Seminário de Azambuja e em 1930 nomeou-o Prefeito de Disciplina. De 1931 a 1935 foi Diretor espiritual do mesmo Seminário. No final daquele ano o reitor, Mons. Jaime de Barros Câmara, foi eleito bispo de Mossoró, RN e assim coube a Pe. Bernardo a nomeação de Reitor do Seminário e Cura do Santuário, função que desempenhou de 1936 a 1946.

No início, houve conflito com os outros padres, devido à centralização de todas as decisões nas mãos do Reitor, herdada de Pe. Jaime (que era reitor, diretos espiritual, prefeito de disciplina e professor). O clima apazigou-se com a separação de funções em forma de autoridade compartilhada.

Cônego Bernardo cultivava nos alunos três virtudes: obediência, franqueza e piedade. Tudo para formar a vontade. “Quem não aprende a dobrar a cabeça, a vontade, jamais será um bom padre”, repetia, até cansar, aos seminaristas; “O seminarista que não reza não fica padre”.

Esse “dobrar a cabeça, a vontade” foi vivido por ele em extrema humildade frente a algumas decisões da autoridade eclesiástica, talvez não justas ou respeitosas.

A Mons. Bernardo Peters Azambuja deve a separação de suas instituições, antes por demasiado “amontoadas”. Quando assumiu a reitoria, em 1936, Hospital, Hospício, Asilo, Seminário e Clausura das Irmãs se encontravam como que num canto só. Ao deixar a reitoria, cada instituição tinha edifício próprio: o Hospital em 1936, o Asilo em 1937, o Hospício transferido em 1942, a Clausura situada no novo Hospital. Papel importante foi também o desempenhado na organização interna do seminário: em 1937 foi aprovado o novo programa de estudos e, em 1944, o Estatuto do seminário.

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A 1º de setembro de 1939, estourou a guerra entre a Alemanha e a Polônia. Os ânimos se exaltaram, pois havia seminaristas alemães e polacos. Para cortar pela raiz as incipientes guerras domésticas, proibiu-se terminantemente discorrer sobre o assunto.

Mas, o pior dos dramas aconteceu no Seminário: a malária. Dias houve em que, por falta de “quorum” não se deu aula. Mais de cem casos ao todo. Em 1945, quando Brusque e Azambuja ainda estavam às voltas com a doença, o Seminário recebeu a visita de Mons. Emanuel da Cunha Cintra, Visitador apostólico dos Seminários do Brasil. Informado pelo Reitor, fez constar o problema da malária no relatório que enviou a Roma, à Congregação dos Seminários. Roma escreveu a Dom Joaquim exigindo a transferência do Seminário para outro local. Foi em boa parte por causa desse Relatório que Mons. Peters perdeu as boas graças do Arcebispo: escreveu a Roma, manipulando números, admitindo ter havido não mais do que “um caso e meio” de malária! Ou seja: falando a verdade, o Reitor mentira…

Tirando esses problemas, como Reitor Mons. Bernardo imprimiu seriedade nos estudos de Azambuja, preparando os alunos com grande qualidade espiritual, humana e intelectual. Mas, surgiram problemas entre o corpo docente. Chegaram ao Arcebispo queixas de que o andamento não ia bem, que faltava autoridade, unidade. No dia 9 de dezembro de 1946, após uma tensa reunião matinal, sem anúncios, Dom Joaquim tomou uma decisão radical: nomeou Mons. Bernardo pároco de Lauro Müller, Pe. Wilson Laus Schmidt pároco de Criciúma e Pe. Gregório Warmeling seu vigário paroquial. O Seminário ficava sem Reitor, Diretor Espiritual e Prefeito de Disciplina. Uma provação dolorosa para o humilde e santo Pe. Bernardo. Mas, autoridade existe para ser obedecida.

Edifica ler a última página de seu Diário, dois dias depois, a 11 de dezembro de 1946: “E agora vou continuar esta Crônica pedindo perdão a Deus e aos Superiores pelas infidelidades no meu cargo. Não me esquecerei do Seminário onde passei 17 anos. O Seminário, com a minha saída, vai entrar na terceira fase de sua existência: Dom Jaime foi o instrumento de Deus para contribuir para a fundação, a minha pessoa serviu para que se realizasse a separação das diversas Comunidades existentes numa só casa. E o terceiro Reitor contribuirá para o aperfeiçoamento do Seminário. Faço ardentes votos para que Deus abençoe os esforços dos Revmos. Padres Professores. Peço humildemente ao novo Reitor que seja benigno em considerar os meus atos. Posso dizer com sinceridade que nunca procurei a minha pessoa. Cometi erros. Deus me há de perdoar. Aceito de boa vontade todas as humilhações que virão obscurecer os meus atos. Seja tudo por amor de Deus”.

Dom Joaquim soube reconhecer o valor desse grande sacerdote: em 5 de dezembro de 1933 nomeou-o Cônego Teologal do Cabido Metropolitano de Florianópolis, em maio de 1944 Monsenhor Camareiro Secreto e, em 20 de outubro de 1952, Monsenhor Prelado Doméstico por ocasião do jubileu de prata sacerdotal.


Pároco e Vigário geral

Em 17 de janeiro de 1947 foi provisionado primeiro Pároco da Imaculada Conceição em Lauro Müller, desmembrada de Orléans, com as capelas de Barro Branco, Palermo, Rio Queimado, Santa Rosa, Guatá, Novo Horizonte, Rio da Vaca, Rio Capivaras Alto, Rio Capivaras Do Meio, Rio Capivaras Baixo, Vargem Grande, Km 107. Era, de fato, uma diminutio capitis (rebaixamento). Ali construiu e inaugurou o novo Salão paroquial em 1952 e projetou a construção de um pequeno Hospital, interessando-se pela vinda de Irmãs. Teve como vigários Pe. Tarcísio Marchiori, Pe. Urbano Mendes e Pe. Hercílio Cappeller.

Deus tem seus planos. Um deles foi o empenho total e decidido para a organização e criação da Diocese de Tubarão. Após muita paciência e trabalho veio o fruto: a Diocese de Tubarão foi criada pelo Papa Pio XII com a Bula Pontifícia: “Viget Ubique Gentium”, datada de 28 de dezembro de 1954 e instalada, solenemente, em 15 de agosto de 1955, quando Dom Anselmo Pietrulla, OFM assumiu como primeiro Bispo diocesano.

Em 13 de agosto de 1955 Mons. Bernardo Peters foi nomeado Vigário geral da Diocese e em 30 de agosto de 1955, Cura da Catedral.

Não foi simples para a Arquidiocese: perdia para Tubarão o Pré-Seminário de São Ludgero, numerosos padres e a fonte principal de vocações. Dom Joaquim conseguiu convencer alguns padres a se incardinarem em Florianópolis e neles teve auxiliares competentes.

No mundo dos grandes homens, os homens também se perdem em coisas pequenas. Mons. Bernardo sofreu isso, mais uma vez, e extravasou seu sofrimento. Em 21 de maio de 1957 Dom Joaquim esteve em Tubarão, a convite, para o Jubileu de Prata sacerdotal de Dom Anselmo Pietrulla,OFM. Acontece que Mons. Bernardo, na sua inocência, esqueceu de colocá-lo na devida ordem de precedência como Arcebispo e Metropolita, tanto na Missa como no Banquete, sendo saudado pós o Bispo. Em 28 de maio segue uma carta a Mons. Peters, criticando-o pelo desconhecimento do Cânone 272 a respeito do direito dos Metropolitas. Mons. Peters ficou sumamente ofendido e desabafa em carta a Mons. Frederico: “Fiquei muito sentido com aquela infeliz carta de 28 de maio. Parece que não bastaram as humilhações e perseguições de Azambuja e o exílio de Lauro Müller. Não pense o Sr. Arcebispo que pode continuar a me maltratar. Tomarei vingança”. Foi apenas um desabafo desse homem cujo lema sacerdotal era “Maria, conservai-me no amor a Jesus eucarístico, sumo e eterno Sacerdote”.

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A grande provação, não para ele, mas para os que o cercavam, amavam e admiravam, durou de 1971 a 1975: acometido de doença mental, passou a residir na Paróquia de São Ludgero. Perdera a consciência de si. Uma grande provação para um homem santo e ativo.

Ali, em São Ludgero, Deus o chamou em 13 de dezembro de 1975, sendo sepultado ao lado de Mons. Tombrock, Mons. Ohters, seus grandes modelos de vida sacerdotal.

Vivera 73 anos, dos quais 47 como presbítero. Suas obras lhe conservam a memória.

Pe. José Artulino Besen